Metodologia
Para construir o ranking das 300 Maiores Empresas de TI e Telecom da COMPUTERWORLD, a Meka Consultoria coletou dados de várias fontes: analisou questionários respondidos online, no site da CW 300 Maiores, pelas próprias empresas; utilizou dados públicos de companhias abertas e estimou os resultados de outros fornecedores do setor, a partir de balanços financeiros globais, fontes do mercado e do seu próprio banco de dados de 360 empresas, que já havia apoiado, em 2007/2008, a publicação das 100 Maiores Empresas da COMPUTERWORLD.
Para estimar as receitas das empresas que não divulgaram seus números, a Meka Consultoria utilizou as seguintes referências principais:
1. Evolução histórica da empresa: desempenho dos últimos anos, faturamento global, América Latina e Brasil (quando disponíveis);
2. Estratégia de atuação comercial: produtos e serviços lançados em 2009 e parcerias firmadas para prestação desses serviços;
3. Perfil dos clientes: soluções adotadas e cases de sucesso;
4. Tamanho da empresa: receita por funcionário, segundo dados mundiais, América Latina e Brasil (quando disponíveis);
5. Receita por funcionário dentro da categoria de serviços profissionais:dados mundiais, América Latina e Brasil (quando disponíveis);
6. Informações publicadas na mídia;
7. Informações obtidas junto a consultores e analistas do mercado de TI.
Para cada perfil de atuação identificado, a Meka construiu um modelo de estimativa, seguindo o parâmetro médio de evolução do mercado no período. Dentro desse cenário e com base nas fontes de informação citadas, chegou à participação percentual de cada segmento no mercado de TIC.
A conversão de valores para o real trabalhou com as seguintes taxas da Oanda (www.oanda.com): dólar médio de 2008 a R$ 1,84; de 2009, a R$ 2,00; e euro médio de 2008 a R$ 2,68; e de 2009 a R$ 2,78.
De acordo com a diretora de pesquisa da Meka Consultoria, Vanessa Cabral, as operadoras de telecomunicação fixas e móveis não autorizaram a abertura das receitas em categorias diferentes da classificação oficial apresentada em seus balanços. Por isso, os segmentos de serviços de telecom (operadoras) foram constituídos da seguinte maneira: TV por assinatura, voz fixa, voz celular e comunicação de dados. Este último compreende somente as receitas de dados (banda larga e transmissão de dados para clientes corporativos e residenciais) apontadas nos balanços das operadoras fixas e de empresas especializadas em serviços de dados as operadoras celulares foram excluídas, porque, no balanço, apresentam receita de dados misturada aos serviços de valor agregado.
A classificação geral das 300 maiores empresas obedeceu ao critério único de maior receita bruta de vendas no Brasil, com produtos e soluções de TI e telecomunicações.
No ranking dos 38 segmentos, definidos a partir do banco de dados setorial próprio, a Meka Consultoria classificou as empresas também em função do valor bruto faturado no segmento, assinalando as dez maiores (quando aplicável). Entre essas dez, elegeu as empresas de destaque levando em consideração os seguintes quesitos e respectivos pesos:
Crescimento do faturamento bruto das receitas na categoria analisada em reais (peso de 50%); market share da empresa no segmento (peso de 30%); peso do segmento analisado em relação às receitas totais da empresa (peso de 20%).
Os três critérios de pontuação resultam na seguinte fórmula de cálculo dos destaques:
Nota= (% crescimento da receita no segmento x 50%)+(%receita do segmento/receita total do segmento x 30%) + (% da receita do segmento/receita total x 20%)
Vale ressaltar que, nos segmentos que não apresentaram no mínimo dez empresas, o ranking foi feito com as cinco primeiras colocadas. Além disso, para ser indicada como destaque, a empresa precisou apresentar market share de, no mínimo, 4,5% no respectivo segmento.
Ao todo, foram 85 questionários respondidos integralmente no site da COMPUTERWORLD pelas empresas e 252 empresas que tiveram dados estimados total ou parcialmente, em um total de 337 corporações analisadas.
Para os textos de apresentação dos segmentos, a equipe editorial da COMPUTERWORLD entrevistou analistas de institutos de pesquisa (IDC Brasil, Gartner, Teleco, IAB, Projeto Inter-Meios, etc.), representantes de entidades setoriais (Brasscom, Abes, Softex, Afrac, entre outros) e executivos das empresas de destaque e que lideram o mercado em seus segmentos. O propósito é oferecer ao leitor a maior quantidade de informação e recortes diferentes, de modo a enriquecer seu conhecimento sobre o mercado brasileiro de Tecnologia da Informação e Comunicações.
Um retrato do mercado brasileiro de TIC
O faturamento conjunto das 300 Maiores Empresas de TI e Telecom cresceu 12% no ano passado, apesar de um primeiro semestre ainda em ritmo cuidadoso de retomada, que foi seguido, finalmente, por um período de franco aquecimento. Foram 295,6 bilhões de reais com a venda de produtos e serviços de tecnologia da informação e comunicação, segundo os dados apurados pela Meka Consultoria, responsável pela aferição dos números e classificações do ranking. Considerando a receita total das 300 empresas analisadas, que inclui, muitas vezes, operações fora da área de TI e telecomunicações, o aumento foi menor, de 10%, para um total de 391,4 bilhões de reais, em comparação a 2008.
A diretora de pesquisa da Meka, Vanessa Cabral, assinala o crescimento de 15,7% no mercado de serviços de TI – de 29 bilhões de reais para 33,5 bilhões de reais. Dentro dele, diz ela, o segmento de implementação de software ganhou força, passando a representar 50,6% de todos os serviços de implementação, ante 33,4% no ano anterior. “Em vendas, esse segmento cresceu 108%, alcançando 3 bilhões de reais.” Mesmo assim, os serviços de outsourcing continuam a deter a maior fatia do mercado, de 44,5%, ou 12,7% a mais do que em 2008.
Na área de hardware de TI, a pesquisadora chama a atenção para o desempenho do mercado de servidores, com expansão de 5,2%. Em grande parte, segundo ela, devido à consolidação de infraestruturas, em processos de fusões e aquisições. “Servidores blade, com preços acima de 25 mil dólares, aumentaram sua participação de mercado”, diz.
Em software, o segmento de sistemas de gerenciamento e gestão, que inclui software de gerenciamento de redes, aplicações, infraestrutura e armazenamento, além das vendas diretas de todos os softwares de gestão de informações, como ERPs, CRMs, BI, RH e supply chain, analisado na pesquisa, evoluiu 8,3% de 2008 para 2009, totalizando 2,8 bilhões de reais.