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	<title>CW300 Maiores</title>
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		<title>USP inaugura laboratório de sustentabilidade em TI</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Sep 2010 14:45:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Verônica Couto</dc:creator>
				<category><![CDATA[TI Verde]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[uSP]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre os projetos em curso no Laboratório (Lassu), estão a criação de tecnologias para a indústria produzir computadores mais recicláveis e o treinamento de jovens de baixa renda para trabalharem com resíduos eletrônicos. Ao MIT, o Lassu submeteu proposta de capacitar catadores de lixo e de desenvolver metodologias para desmontar computadores usados. À Fapesp, pediu financiamento para gerar indicadores de governança de sustentabilidade em TI.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A USP inaugurou este mês o seu Laboratório de Sustentabilidade em Tecnologia da Informação e Comunicação (Lassu), que pretende desenvolver padrões e práticas que reduzam os impactos ambientais das empresas de TI. Por exemplo, por meio de pesquisas de ecodesign, para projetar computadores mais recicláveis, ou treinando catadores de lixo para coletar produtos eletrônicos e gerando soluções tecnológicas de baixo custo para aplicação social.<br />
&#8220;Se quero aproveitar dois computadores usados para montar um terceiro, e as placas são de fabricantes diferentes, não dá para intercambiar&#8221;, explica a coordenadora-geral do Lassu, Tereza Cristina Carvalo. &#8220;A ideia é encontrar formas de ter materiais mais recicláveis e produzir micros facilmente desmontáveis.&#8221; E, uma vez dominadas essas tecnologias, oferecê-las à indústria de TI.<br />
O programa de treinamento de catadores se chama Paidea e pretende profissionalizar jovens de baixa renda para trabalhar com coleta e reciclagem de lixo eletrônico. A meta é preparar 20 alunos do terceiro ano do Ensino Médio por semestre, estima Tereza. &#8220;Com a nova Lei de Resíduos Sólidos, todas as empresas vão ter que contar com políticas de logística reversa. O mercado de reciclagem promete crescer muito.&#8221;<br />
O Lassu faz parte do  Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas, da Escola Politécnica da USP. Recebeu 150 mil reais de investimentos na infraestrutura das salas, capazes de receber até 18 pesquisadores. E tem três outros projetos na pauta, que devem receber avaliação final de fontes de fomento ainda este mês.<br />
Um deles envolve a criação de um treinamento para catadores de lixo passarem a recolher também eletrônicos. &#8220;O grande desafio é que os catadores nem sempre são alfabetizados. Ou seja, o treinamento vai usar muito imagem e conceitos gerais, sem textos.&#8221; A proposta está em análise na área de design de tecnologias sociais do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e demanda um orçamento da ordem de 400 mil reais.<br />
Dessa vez com a unidade MIT-L (Liderança em Sustentabilidade), outra ação é que busca melhorar  o processamento de lixo eletrônico, com metodologias para reduzir o tempo de desmontagem e teste dos computadores que vão para reciclagem. Nesse caso, a parceira seria com o MIT L-Lab e prevê 100 mil reais apenas para as especificações inicias. &#8220;A execução será mais cara&#8221;, admite Tereza.<br />
A terceira iniciativa foi submetida à Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp). Trata-se de um projeto de governança de TI sustentável, para gerar indicadores que permitam às empresas avaliarem se suas práticas são sustentáveis. Deve mobilizar total similar de recursos, ou aproximadamente 400 mil reais.</p>
<p><strong>Novo pregão certificado</strong><br />
A coordenadora do Lassu também está à frente do Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática (Cedir), que recebe produtos de pessoas físicas para reciclagem e certifica os fornecedores de equipamentos de TI da USP. Segundo Tereza, um novo pregão eletrônico deve ocorrer em outubro ou novembro, com novos requisitos ambientais. Além da Rohs (Restriction of Certain Hazardous Substances ou Restrição a Certas Substâncias Perigosas), certificação europeia para produtos que não contêm insumos tóxicos (como o chumbo), que já era exigida, será pedida a qualificação norte-americana Epat. Essa qualificação cobre não só o computador, mas toda a sua cadeia &#8212; como as embalagens de papel.<br />
O equipamento também precisa ter um sistema de encomia de energia e a empresa, estar de acordo com as normas ISO 9000 (de qualidade) e ISO 14000 (de gestão ambiental). O selo do Cedir foi dado à Itautec, vencedora no pregão de 2008, e no de notebooks em 2009, quando a Positivo ganhou a compra de desktops. &#8220;Depois que a empresa ganha o leilão, verificamos se ela atende os requisitos&#8221;, diz Tereza.</p>
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		<title>Oferta de serviços prepara caminho para a nuvem</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 19:50:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Verônica Couto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Software]]></category>
		<category><![CDATA[cloud]]></category>
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		<category><![CDATA[serviços]]></category>

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		<description><![CDATA[A maior adesão ao SaaS na comercialização de sistemas corporativos amadurece o ambiente para o modelo de cloud computing, segundo IDC e Gartner. Mas ainda há barreiras, como os custos de gerenciamento e as incompatibilidades de integração.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ano de 2010 deve ser a antessala do fim do modelo de negócios para software e serviços como o conhecemos. &#8220;Estamos prestes a ter uma ruptura na forma de comercialização de software&#8221;, prevê o professor Fernando Meirelles, da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. Para ele, os sintomas mais evidentes dessa transformação foram o avanço das plataformas abertas e do software contratado como um serviço remoto, o SaaS (Software as a Service), observado durante 2009. Ambos, na opinião do pesquisador, resultados de uma &#8220;grande insatisfação do usuário com as opções atuais de oferta&#8221;. Como resposta, ao longo do ano passado, ficaram cada vez mais tênues, nas estratégias dos fornecedores, as fronteiras entre diferentes mercados: hardware, storage, software, infraestrutura, entre outros, todos cada vez mais integrados em plataformas de  prestação de serviços, como se observa na análise dos  segmentos analisados na edição impressa da  COMPUTERWORLD 300 Maiores Empresas de TI e Telecom.</p>
<p>Mesmo em meio ao que Meirelles chama de &#8220;ebulição tremenda&#8221;, os institutos de pesquisas projetam crescimento para o setor no País, este ano. Por exemplo, de 15% para o mercado total de TI, em relação aos 28,1 bilhões de dólares, em 2009; ou de 9,3% para software, e de 8,1% para serviços, nas contas da IDC Brasil. Segundo o Gartner Group, a receita com aplicações corporativas na modalidade SaaS vai movimentar 8,8 bilhões de dólares no mundo em 2010, chegando a 14,4 bilhões de dólares em 2014, numa taxa de crescimento composta de 17,7% ao ano, entre 2007 a 2013, mais do que o triplo da esperada para o mercado de SaaS de forma geral (5,2%).</p>
<p>A principal explicação, de acordo com os especialistas, é porque o SaaS faz parte do caminho para amadurecer a venda de recursos computacionais totalmente baseada na internet, as chamadas nuvens, paradigma para aonde caminha a grande maioria dos agentes do setor de TI. O mercado de cloud computing vai movimentar, no mundo, 68,3 bilhões de dólares em 2010 e 148,8 bilhões de dólares em 2014, sendo 2% disso na América Latina, nas projeções do mesmo instituto.</p>
<p>Entre meados do ano passado e o início deste, IBM, SAP, Oracle, Totvs começaram a vender alguns de seus produtos como serviço remoto. Até a Microsoft lançou, em abril, sua plataforma de nuvem, o Windows Azure, seguindo a tendência da oferta do Google Apps, um dos pioneiros na nuvem, com extenso portfólio corporativo, ao lado da Amazon.</p>
<p>De forma geral, contudo, e em especial na faixa de aplicações complexas, o modelo de SaaS e as promessas de nuvem ainda recebem críticas e precisam superar problemas, como preços nem sempre competitivos (a taxa mensal do serviço pode chegar a duas vezes o da licença, segundo analistas e CIOs) e, principalmente, custos de gerenciamento. &#8220;Ninguém tem ideia de qual será o modelo que vai vingar. De um lado, há usuários bravos com o modelo tradicional; de outro, baixa aceitação às novas propostas&#8221;, analisa Meirelles. E ele garante que tem visto de tudo ¬ até contratos de risco, nos quais, se não for obtida a economia prometida pelo fabricante, por exemplo de 20%, o cliente só paga 80% do valor acertado.</p>
<p>&#8220;Não tem jeito, ou o usuário reduz o nível de serviços, ou vai pagar mais lá na frente, na governança e na gestão&#8221;, alerta o professor da FGV, responsável pela Pesquisa Anual sobre o Mercado Brasileiro de Informática e Uso nas Empresas, do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP-CIA), em sua 21ª edição. Segundo o levantamento, fornecedores de software têm acenado com economias no Custo Anual de Propriedade do Micro (CAPM), por meio da terceirização, de 1 mil dólares a 3 mil dólares, em três anos.</p>
<p>Para o gerente de pesquisas enterprise da IDC Brasil, Reinaldo Roveri, &#8220;virtualizar é barato, o que custa, de um lado, é a mão de obra para manter um ambiente virtualizado e, de outro, as ferramentas que permitam tirar valor dessa tecnologia&#8221;. Junto com o SaaS, a virtualização &#8212; pré-requisito para os processos mais amplos de consolidação de servidores &#8212; ganhou força em 2009. E ambos caracterizam a primeira fase do mercado na direção do cloud, de acordo com o pesquisador. Nos seus cálculos, cerca de 30% das empresas brasileiras com mais de cem funcionários já virtualizaram servidores em alguma medida. Dados do Gartner indicam aumento de 29,8% nos negócios com software de virtualização no Brasil: de 9,4 milhões de dólares em 2009, para 12,2 milhões de dólares este ano.</p>
<p>Junto com o SaaS, a virtualização ­ pré-requisito para os processos mais amplos de consolidação de servidores ­ ganhou força em 2009. E ambos caracterizam a primeira fase do mercado na direção do cloud, de acordo com a explicação do gerente de pesquisas enterprise da IDC Brasil, Reinaldo Roveri. Nos seus cálculos, cerca de 30% das empresas brasileiras com mais de cem funcionários já virtualizaram servidores em alguma medida. Dados do Gartner indicam aumento de 29,8% nos negócios com software de virtualização no Brasil: de 9,4 milhões de dólares em 2009, para 12,2 milhões de dólares este ano.</p>
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		<title>Servidor vira parte da gestão de infraestrutura</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 18:42:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hardware]]></category>
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		<description><![CDATA[O mercado de computadores e de storage se reorganiza para oferecer máquinas virtualizadas e integradas a plataformas de infraestrutura. O Gartner prevê crescimento de 12,3% ao setor (US$ 1,2 bilhões este ano), devido à retomada de investimentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No primeiro trimestre, o faturamento global com servidores aumentou 90,43% em comparação com o mesmo período de 2009, segundo dados da IDC, citados pela IBM Brasil.</p>
<p>Todos os grandes fornecedores sabem que as vendas  de servidores estão cada vez mais vinculadas à capacidade de oferecer infraestruturas integradas ­ hardware, storage, rede, gerenciamento ­ e sob diversas modalidades de comercialização: venda tradicional, como um serviço prestado, em nuvem pública, nuvem privada, sob demanda, misturando tudo em contratos híbridos.</p>
<p>&#8220;Hoje em dia, é muito difícil vender separadamente os componentes da solução ­ software, hardware, serviço de implantação, consultoria, financiamento&#8221;, diz o diretor de hardware da IBM Brasil, Sérgio Saad. As tecnologias de virtualização e consolidação de servidores dominam a renovação dos data centers, e tornam mais complexos os serviços associados aos ambientes de computação e ao seu gerenciamento.&#8221;Pela primeira vez, vendemos mais servidores virtuais do que máquinas&#8221;, informa Denoel Eller, diretor da unidade de negócios de servidores, storage e networking da HP Brasil.</p>
<p>Um movimento que, segundo os executivos, implica crescimento exponencial do volume de dados estruturados (textos, planilhas, bancos de dados) e não estruturados (sons, imagens, vídeos, etc.), e a valorização, por isso mesmo, dos serviços de storage, gerenciamento inteligente desses acervos e redes.</p>
<p>&#8220;O mercado de tecnologia está num ponto de inflexão. Depois do modelo cliente/servidor, surgiu a era da internet. Agora, estamos transitando para o virtual, além da internet. A nuvem é um meio de se comunicar, interrelacionar, entregar aplicações&#8221;, define Raimundo Peixoto, diretor-geral da Dell. A consultoria Gartner estimava, em janeiro, que 55% de toda a nova carga de trabalho ou 24% da carga total, no mundo, seria feita em servidores virtuais este ano, em comparação a 40% em 2009. A IDC projetava, então, entregas de 6,9 milhões de servidores em 2010, 6% a mais do que no passado, embora ainda 16% a menos do que em 2008, quando atingiu 8,1 milhões.</p>
<p>No primeiro trimestre, o faturamento global com servidores aumentou 90,43% em comparação com o mesmo período de 2009, segundo a IDC. No País, em 2010, o Gartner prevê expansão de 12,3%, ou uma receita total no País de 1,214 bilhão de dólares.</p>
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		<title>Comprar e vender empresas vira fórmula para crescer</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 03:53:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ranking/Fusões]]></category>
		<category><![CDATA[FGV]]></category>
		<category><![CDATA[fusões]]></category>
		<category><![CDATA[indicadores]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>
		<category><![CDATA[ranking]]></category>

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		<description><![CDATA[As fusões e aquisições foram retomadas pelo setor de TI em 2009 e devem bater recorde este ano. Para o pesquisador Fernando Meirelles, da FGV/EASP, comprar a empresa certa, de alto potencial e valor, é o segredo para ganhar mercado em TI. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2009, pelo segundo ano consecutivo, o setor de tecnologia da informação liderou o ranking de fusões e aquisições no Brasil. Segundo a empresa de auditoria e consultoria KPMG, a queda no ano passado foi 32% no número de transações, para 452, devido à crise financeira. Entre as empresas de TI, o recuo foi de 20%, para 58 negócios. Entre os 41 setores que compõem a pesquisa da KPMG, o setor respondeu por 13% das fusões e aquisições em 2009.</p>
<p>Como critério geral, o ranking das 300 Maiores Empresas de TI e Telecom manteve separadas as receitas das empresas que, mesmo com novos controladores, apresentaram balanços e resultados independentes. Caso da Sun, adquirida pela Oracle. A Oi, no entanto, já incorpora no balanço de 2009 os valores referentes à aquisição da Brasil Telecom.</p>
<p>Nos primeiros seis meses de 2010, com a economia já em plena recuperação, o número de negócios voltou a crescer no Brasil. Até o final de junho, segundo a KPMG, já tinham sido realizados 351 fusões e/ou aquisições, das quais 45 envolvendo empresas de TI. A expectativa dos especialistas é que neste ano haja um recorde de negócios no Brasil. </p>
<p>Na área de ERP, a 21ª Pesquisa Anual da FGV/EASP calcula que, depois de ter chegado a 500 fornecedores, no ano 2000, as consolidações devem resultar em 50 players com carteiras significativas de clientes: dois a quatro grandes multinacionais, com soluções globais e locais para praticamente todos os tipos de organizações; duas a seis grandes regionais ou dedicadas a soluções específicas; mais seis a 12 fornecedores significativos com atuação local para sistemas genéricos, e ainda vários especializados em verticais da indústria.</p>
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		<title>Operadoras investem para o cliente gastar mais</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 03:02:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Callegari</dc:creator>
				<category><![CDATA[Telecom]]></category>
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		<category><![CDATA[telefonia]]></category>

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		<description><![CDATA[Foram 25 milhões de novos usuários de telecomunicações no Brasil, em 2009, 12% a mais do que em 2008 e o segundo melhor desempenho da história do setor (ante 20% no ano anterior). Celular e banda larga lideram o esforço de rentabilizar os serviços. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No final de 2009, o Brasil alcançou a marca de 227 milhões de acessos a serviços de telecomunicações, dos quais 174 milhões por meio de dispositivos móveis, 42 milhões de linhas fixas e 11 milhões de assinantes da internet em banda larga. No segmento de telefonia móvel, com uma adição líquida de 23,3 milhões de usuários, a taxa de penetração entre a população alcançou 91%. No final de 2009, o Brasil atingiu o montante de 7 milhões de aparelhos celulares, ante 2,1 milhões registrados no último trimestre de 2008. O segmento pré-pago foi quem puxou o setor de telefonia no ano, com uma participação de 90% no total das adições dos usuários móveis em 2009.</p>
<p>Segundo o relatório do Banco Fator,&#8221;a combinação de  demanda aquecida, menor necessidade de subsídios e gastos comerciais e  baixo impacto da crise financeira mundial resultou em bom desempenho das  operadoras móveis&#8221;. O faturamento bruto do mercado de celulares  totalizou 69,9 bilhões de reais em 2009. O que significa que cresceu,  mesmo com a retração do Produto Interno Bruto (PIB), embora em ritmo  menor &#8211;  ­ 2% em relação a 2008, quando o setor cresceu 14% sobre 2007, segundo a Associação Brasileira de Telecomunicações  (Telebrasil). O mesmo levantamento indica que, nos primeiros três meses  deste ano, a telefonia móvel registrou uma receita de 17,8 bilhões de reais, 8% maior do que a contabilizada no primeiro trimestre no  exercício anterior.</p>
<p>Já o mercado de telefonia fixa manteve a tendência de estagnação, com evolução de apenas 1,3% sobre 2008. Claramente, as operadoras de telefonia passaram a buscar mais rentabilidade e retenção dos seus clientes. Para isso, aumentam as ofertas de aplicações de valor agregado, que dependem, em geral, do acesso banda larga à internet. </p>
<p>A ADSL continuou predominando como tecnologia  mais difundida na telefonia fixa, apesar do forte crescimento da TV paga em DTH e das  conexões via rádio. Entre as celulares, em 2009, a 3G foi a tecnologia que mais cresceu. Segundo cálculos da consultoria Teleco, no último  trimestre de 2009, a receita bruta com dados das operadoras de celular  representou 13,7% do total do faturamento bruto das companhias. No  quarto trimestre do ano anterior, essa participação era de 9,7%. Entre  2008 e 2009, a soma das receitas brutas com serviços de dados da Vivo, TIM e Oi atingiram 5,8 bilhões de reais, 39% superior ao do ano anterior, quando chegou a 4,2 bilhões de reais.</p>
<p>A prioridade das empresas não é mais simplesmente aumentar a base de assinantes, mas conquistar os usuários que gastam mais ­ e fazê-los consumir serviços mais sofisticados. Todas as operadoras investem nos produtos convergentes. O deslocamento de modelo de negócio, que já ocorre gradualmente há alguns anos, aparece nos resultados financeiros das empresas de telefonia móvel, e também na telefonia fixa.</p>
<p>Para os especialistas, os números do ano passado superaram as expectativas, pois, com a crise, uma parte dos consumidores, embora tenha adiado as compras de produtos, continuou adquirindo serviços. O que não evitou o receio das empresas. ³As operadoras iniciaram 2009 mais cautelosas, reduzindo investimentos, o que afetou a expansão do segmento de serviços no setor de telecomunicação², informa o analista e diretor da consultoria Teleco, Eduardo Tude.</p>
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		<title>Fusões e ajustes para enfrentar o grande varejo</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 23:20:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Callegari</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canais]]></category>
		<category><![CDATA[Telecom]]></category>
		<category><![CDATA[IDC]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>
		<category><![CDATA[varejo]]></category>

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		<description><![CDATA[Os distribuidores de TI perderam espaço para os grupos varejistas: o mercado em geral cresceu, mas as vendas dos canais foram iguais às de 2008, ou cerca de 5 bilhões de reais, segundo a IDC. Este ano, a Abradist prevê expansão de 12% a 14%.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2009, o impacto da crise internacional expôs os distribuidores de TI à pressão dos varejistas de grande porte, que compram diretamente dos fabricantes, explica o presidente da Associação Brasileira de Distribuidoras de Tecnologia da Informação (Abradist), Mariano Gordinho, que também é vice-presidente da Officer, distribuidora de equipamentos de TI. Para vários executivos, o setor vai viver uma onda de fusões, como forma de dar conta de atender ao modelo de comercialização baseado em serviços, mais caro e sofisticado.</p>
<p>Enquanto ficam mais níticas as fragilidades dos canais, os grandes grupos do varejo não especializado se fortalecem junto com a classe C no País. &#8220;Nos três anos anteriores, o mercado de computadores e periféricos praticamente triplicou. Cerca de 70% estavam com os distribuidores, mas, no ano passado, o grande varejo passou a deter 60% das vendas&#8221;, estima o diretor-geral da Agis, Marco Antonio Chiquie, lembrando que o mercado de TI só não cresceu em 2001.</p>
<p>&#8220;Até então, a expansão da venda direta vinha sendo compensada pelo grande aumento do mercado; com a crise, a participação dos distribuidores caiu&#8221;, diz o vice-presidente da Abradisti, José Bublitz Machado, diretor-geral da SND. Ele afirma que as distribuidoras acabaram optando por manter seus negócios, mas  &#8220;comprometeram&#8221; as margens de lucro. O diretor de marketing do grupo TBA, Sigmar Frota, diz que as margens oscilaram entre 15% e 17% em  software, ao longo de 2009, e entre 10% e 11% no de hardware. Historicamente, eram, respectivamente, de mais de 30% e de 15%.</p>
<p><strong>A íntegra dessa reportagem você encontra na COMPUTERWORLD 300 Maiores de de TI e Telecom</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>IPO: quem tem medo de abrir o capital?</title>
		<link>http://cw300maiores.com.br/blog/2010/09/01/quem-tem-medo-do-ipo/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 18:50:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Callegari</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[Canais]]></category>

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		<description><![CDATA[O amadurecimento do mercado de TI pode aumentar a presença do setor na Bovespa, segundo o diretor da Acquisitions, Ruy Moura. Em dois a três anos, a área de TI vai passar de 1,5% para 3% do PIB e as empresas terão de investir, diz.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A partir de 2010, o Brasil &#8220;descolou&#8221; o mercado externo do interno e, nos próximos anos, deverá apresentar crescimento de 4% a 6%, com forte investimento privado em infraestrutura. As empresas de TI que faturam entre 800 milhões de reais e 1 bilhão de reais são candidatas a realizar um IPO nos próximos anos, na opinião do consultor.</p>
<p>Hoje, segundo a classificação da BM&amp;FBovespa, há apenas sete empresas de TI listadas em bolsa: ­ Bematech, Ideiasnet, Itautec, Positivo, Tivit, Totvs e Universo Online. A B2W está relacionada no setor de comércio. Nasceu da fusão dos sites Submarino e Americanas.com, em 2006, como a maior empresa de e-commerce do Brasil. Alcançou sinergias importantes com a unificação das centrais de televendas, do SAC e dos sistemas de back office. Em 2009, registrou valorização de 102% nas ações. Mas, no primeiro semestre de 2010, enfrentou o crescimento da competição, que afeta diretamente sua lucratividade. E, no período, as ações da B2W acumularam desvalorização de 37%.</p>
<p>Neste semestre, pode haver uma grande oportunidade para &#8220;popularizar&#8221; as ações de TI. A Bovespa autorizou a venda de títulos de empresas norte-americanas na forma de Brazilian Depositary Receipt (BDRs) Nível 1, não patrocinados. Pela primeira vez, os investidores poderão investir, aqui mesmo no Brasil, em papéis das americanas Google e da Apple. Para alguns analistas, a vinda de grandes empresas de tecnologia estrangeiras poderá incentivar o desenvolvimento desse segmento no Brasil. Ou dar alguma transparência aos dados dessas multinacionais no País.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Conheça e participe do Prêmio CW TI Verde</title>
		<link>http://cw300maiores.com.br/blog/2010/08/31/ti-verde-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 23:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Verônica Couto</dc:creator>
				<category><![CDATA[TI Verde]]></category>
		<category><![CDATA[CW TI Verde]]></category>
		<category><![CDATA[prêmio]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[O projeto CW 300 Maiores Empresas de TI e Telecom vai premiar as ações da indústria das TIC na direção das melhores práticas ambientais e sociais. A metodologia foi desenvolvida pelo pesquisador ambiental Sérgio Abranches, PhD em Ciência Política pela Universidade Cornell, em Nova York, que também vai apoiar a formação de um comitê de profissionais especializados para analisar os projetos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Prêmio CW TI verde será entregue em 2011, com o próximo ranking das 300 Maiores Empresas de TI e Telecom. Até a data de encerramento das inscrições, a 30 de outubro de 2010, a COMPUTERWORLD vai publicar aqui entrevistas sobre os projetos ambientais de empresas do setor, com o propósito de fomentar a preocupação ambiental, de modo que os critérios de sustentabilidade passem a se incorporar aos demais parâmetros de desempenho empresarial, tanto quanto a busca pelo crescimento, por market share ou por lucratividade.</p>
<p>O modelo definido por Abranches divide igualmente a pontuação total (100) entre quatro categorias:<br />
-1. Liderança e engajamento: mede o grau de comprometimento da direção da empresa com o tema, a existência de políticas explícitas de sustentabilidade, gestão sustentável da cadeia de suprimentos e o grau de mobilização e participação dos funcionários. Nesse caso, os itens indicados no questionário serão pontuados de forma a premiar metas de emissões, economia de uso de recursos não renováveis e preocupação com a cadeia de suprimentos.<br />
-2. Práticas sustentáveis: mede a implementação de políticas e programas de reciclagem, reuso, trabalho remoto e videoconferência. Premia a reciclagem de equipamentos e o trabalho remoto.<br />
-3. Monitoramento e medição: avalia se a empresa tem metas mensuráveis, reportáveis e verificáveis de emissões de GEE. A pontuação premia adoção de medidas, relatório e verificação de emissões.<br />
-4. Instalações, equipamentos e centros de dados: trata de infraestrutura, uso efetivo de insumos e produtos e o recurso à virtualização. A pontuação premia a virtualização, a aplicação de sistemas de gestão racionalizada de insumos e o uso adequado de equipamentos.</p>
<p>As pontuações, em cada uma das categorias, levam em conta vários itens e tentam cobrir as diferenças de impacto ambiental derivadas das distintas atividades industriais. Por exemplo, fabricantes de eletroeletrônicos, hardware de forma geral, precisam mais de políticas de reuso, recolha e descarte dos seus produtos, do que as empresas de software e serviços, que, por outro lado, devem estar atentas às certificações exigidas de seus parceiros e fornecedores. Na área de telecomunicações, destacam-se os gastos com transporte e combustível, devido à logística intensa e complexa de instalação, sites, antenas e redes,só para citar algumas especificidades.</p>
<p>Segundo Abranches, no processo de identificação das empresas mais avançadas no uso de TI Verde, há duas questões fundamentais. &#8220;A primeira é que, hoje, qualquer medida de sustentabilidade ou &#8216;verdura&#8217; deve estar centrada na questão da redução das emissões de carbono. Portanto, no caso do Brasil, tem a ver com o uso de energia, como em outros lugares, mas principalmente de combustíveis e de insumos intensivos em carbono. O segundo ponto é que ainda não há um padrão para TI Verde adaptado às especificidades do setor no Brasil e de uso geral. Há, entretanto, modelos gerais, que podem ser usados, com adaptações, por qualquer empresa, em qualquer país, como o Global Reporting Initiative (GRI) ou o Greenhouse Gas Protocol, desenvolvido pelo World Resources Institute e pelo World Business Council for Sustainable Development.&#8221;</p>
<p>O pesquisador também observa que é possível que exista muita desigualdade nas práticas de sustentabilidade no Brasil &#8212; por tipo de atividade empresarial, tamanho e origem do capital. &#8220;Por exemplo, as empresas que têm metas globais de emissões estão adotando sistemas de compliance e cotas globalmente, o que significa que suas filiais no Brasil têm que contribuir localmente com a meta de emissões do grupo. Já entrevistei CEO&#8217;s de empresas que me disseram que estão submetidos ao sistema global de metas de emissões reportáveis, mensuráveis e verificáveis do grupo.&#8221;</p>
<p>O questionário que coletou dados do faturamento das empresas em 2009, no site da COMPUTERWORLD, também solicitou às empresas participantes do ranking das 300 Maiores de TI e Telecom que indicassem suas ações de sustentabilidade. Os projetos que foram apresentados já estão automaticamente inscritos para o Prêmio CW TI Verde a ser concedido em 2011. No entanto, as empresas serão procuradas para complementar as informações, com base na nova metodologia e no novo questionário.</p>
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		<title>Marcos legais e dicas para as empresas</title>
		<link>http://cw300maiores.com.br/blog/2010/08/31/ti-verder-1/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 19:43:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Verônica Couto</dc:creator>
				<category><![CDATA[TI Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio CW TI Verde]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[O pesquisador Sérgio Abranches analisa os principais marcos legais da sutentabilidade do país -- a lei de mudança climática e a política de resíduos -- e dá dicas para empresas que queiram aderir a práticas responsáveis. Segundo ele, o Brasil pode perder competitividade global, uma vez que exigências de TI Verde começam a fazer parte das relações de comércio internacional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dois marcos legais importantes surgiram entre 2009 e 2010 para o desenvolvimento de práticas sustentáveis no País. O primeiro foi a Política Nacional sobre Mudança do Clima (Lei 12.187/09), aprovada em dezembro de 2009, que definiu as propostas de metas nacionais voluntárias de redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE), entre 34,1% e 38,9%, até 2020. O segundo foi a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10), sancionada em agosto deste ano, estabelecendo regras para o descarte dos produtos, inclusive e especialmente os equipamentos de telecomunicações e os eletroeletrônicos.</p>
<p>Na opinião do pesquisador ambiental e cientista político  Sérgio Abranches, a lei que trata dos resíduos, ou do lixo eletrônico, que entra em vigor daqui a três meses (em novembro), embora possa contar com alguma regulamentação futura, está pronta para ser aplicada. Vale para todos os eletroeletrônicos: computadores, no-breaks, pilhas, baterias, lâmpadas, celulares. E, na opinião de Abranches, mesmo que não haja regulamentação complementar, a lei deixa claro que o fabricante se torna responsável pela coleta e descarte final do seu produto.</p>
<p>A lei de combate à mudança climática, contudo, requer regulamentação, com definição de prazos, mecanismos de aplicação e plano de ações para que os diferentes setores da economia atendam às metas, bem como as sanções possíveis, caso não as cumpram. &#8220;A política está parada por falta de regulamentação. O Brasil levou as metas à Copenhague, mas não regulamentou a política. Precisa fazer uma legislação regulamentar, para instrumentalizar sua aplicação&#8221;, critica o pesquisador, que lançou em setembro o livro <em>Compenhague: antes e depois (Editora Civilização Brasileira).</p>
<p>Para Abranches, o Brasil pode perder competitividade internacional, se as empresas e o setor produtivo de forma geral não começarem a levar a sério políticas de sustentabilidade. &#8220;O mercado externo já começa a cobrar produtos que tragam baixas pegadas de carbono&#8221;, diz. &#8220;Estamos caminhando para a existência de sanções via Organização Mundial do Comércio, para países que tenham práticas desleais na concorrência com países que tomam medidas de sustentabilidade.&#8221;</p>
<p>A pressão comercial ficará mais &#8220;violenta&#8221;, na avaliação do especialista, quando os EUA aprovarem uma política para as mudanças climáticas. E as chances para que isso aconteça viriam aumentando nos últimos anos: desde o furacão Katrina, que inundou Nova Orleans, em 2005, até o vazamento brutal de óleo da British Petroleum no golfo do México, este ano.  &#8220;O Katrina deu grande impulso à ideia de uma política norte-americana, mas a gestão de George Bush o neutralizou. A eleição de Barak Obama, em 2008, fez o impulso ressurgir, mas houve, imediatamente, a crise financeira. Agora, o vazamento está reforçando novamente a possibilidade de os EUA terem uma política para o clima,&#8221; explica Abranches.</p>
<p>Por isso, quanto antes as empresas começarem a atualizar suas práticas para parâmetros sustentáveis, melhor para a economia das TICs. O pesquisador faz três recomendações básicas para as corporações que queiram entrar no mundo da sustentabilidade. A primeira é não fazer greenwashing, expressão que nomeia o marketing de má-fé, que dá um verniz verde a iniciativas de pouco ou nenhum valor efetivo. &#8220;A empresa não deve acreditar que a propaganda vai fazê-la melhor do que é. Um dia, será descoberta e a perda será maior. Há certos riscos que têm impacto tão devastador, que não vale a pena correr. Mentir em um mundo cada vez mais transparente, com muita gente que entende do assunto na blogsfera, nas ONGs, é algo que não se deve fazer.&#8221; </p>
<p>A segunda regra  é começar do básico. E o básico, diz ele, é medir as emissões. Há várias métricas e metodologias no mercado, mas Abranches avalia que a  GRI vá predominar. &#8220;A empresa deve fazer as medições, publicá-las e, a partir daí, identificar os problemas e definir as metas para reduzir suas emissões. Imediatamente, vai reduzir seus custos. Porque cortar emissões significa economia de uso.&#8221; A terceira medida é levar a sério a ideia dos três erres: reduzir, reusar e reciclar. Especialmente agora, com a Lei de Resíduos Sólidos. Ele espera que muitos fabricantes terceirizem a logística de retirada dos produtos nos consumidores, e que esse vire um novo negócio no setor.</p>
<p>As maiores preocupações nas empresas de TIC são o consumo de energia elétrica dos data centers e dos equipamentos em geral; e o consumo de combustível. Este último, no Brasil, pesa mais do que em outros países, porque o transporte de carga é praticamente todo feito com caminhão, com diesel de baixa qualidade, em uma frota antiga e submetida a pouca manutenção. &#8220;Cerca de 70% de toda a carga movimentada no País é terceirizada para caminhões com idade média de 15 anos, de propriedade individual ou de frotas bem pequenas. A quantidade de carbono por tonelada transportada é 14 vezes maior do que nos EUA&#8221;, diz Abranches.</p>
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