Ranking/Fusões
Comprar e vender empresas vira fórmula para crescer
As fusões e aquisições foram retomadas pelo setor de TI em 2009 e devem bater recorde este ano. Para o pesquisador Fernando Meirelles, da FGV/EASP, comprar a empresa certa, de alto potencial e valor, é o segredo para ganhar mercado em TI.
Em 2009, pelo segundo ano consecutivo, o setor de tecnologia da informação liderou o ranking de fusões e aquisições no Brasil. Segundo a empresa de auditoria e consultoria KPMG, a queda no ano passado foi 32% no número de transações, para 452, devido à crise financeira. Entre as empresas de TI, o recuo foi de 20%, para 58 negócios. Entre os 41 setores que compõem a pesquisa da KPMG, o setor respondeu por 13% das fusões e aquisições em 2009.
Como critério geral, o ranking das 300 Maiores Empresas de TI e Telecom manteve separadas as receitas das empresas que, mesmo com novos controladores, apresentaram balanços e resultados independentes. Caso da Sun, adquirida pela Oracle. A Oi, no entanto, já incorpora no balanço de 2009 os valores referentes à aquisição da Brasil Telecom.
Nos primeiros seis meses de 2010, com a economia já em plena recuperação, o número de negócios voltou a crescer no Brasil. Até o final de junho, segundo a KPMG, já tinham sido realizados 351 fusões e/ou aquisições, das quais 45 envolvendo empresas de TI. A expectativa dos especialistas é que neste ano haja um recorde de negócios no Brasil.
Na área de ERP, a 21ª Pesquisa Anual da FGV/EASP calcula que, depois de ter chegado a 500 fornecedores, no ano 2000, as consolidações devem resultar em 50 players com carteiras significativas de clientes: dois a quatro grandes multinacionais, com soluções globais e locais para praticamente todos os tipos de organizações; duas a seis grandes regionais ou dedicadas a soluções específicas; mais seis a 12 fornecedores significativos com atuação local para sistemas genéricos, e ainda vários especializados em verticais da indústria.
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