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IPO: quem tem medo de abrir o capital?

O amadurecimento do mercado de TI pode aumentar a presença do setor na Bovespa, segundo o diretor da Acquisitions, Ruy Moura. Em dois a três anos, a área de TI vai passar de 1,5% para 3% do PIB e as empresas terão de investir, diz.

A partir de 2010, o Brasil “descolou” o mercado externo do interno e, nos próximos anos, deverá apresentar crescimento de 4% a 6%, com forte investimento privado em infraestrutura. As empresas de TI que faturam entre 800 milhões de reais e 1 bilhão de reais são candidatas a realizar um IPO nos próximos anos, na opinião do consultor.

Hoje, segundo a classificação da BM&FBovespa, há apenas sete empresas de TI listadas em bolsa: ­ Bematech, Ideiasnet, Itautec, Positivo, Tivit, Totvs e Universo Online. A B2W está relacionada no setor de comércio. Nasceu da fusão dos sites Submarino e Americanas.com, em 2006, como a maior empresa de e-commerce do Brasil. Alcançou sinergias importantes com a unificação das centrais de televendas, do SAC e dos sistemas de back office. Em 2009, registrou valorização de 102% nas ações. Mas, no primeiro semestre de 2010, enfrentou o crescimento da competição, que afeta diretamente sua lucratividade. E, no período, as ações da B2W acumularam desvalorização de 37%.

Neste semestre, pode haver uma grande oportunidade para “popularizar” as ações de TI. A Bovespa autorizou a venda de títulos de empresas norte-americanas na forma de Brazilian Depositary Receipt (BDRs) Nível 1, não patrocinados. Pela primeira vez, os investidores poderão investir, aqui mesmo no Brasil, em papéis das americanas Google e da Apple. Para alguns analistas, a vinda de grandes empresas de tecnologia estrangeiras poderá incentivar o desenvolvimento desse segmento no Brasil. Ou dar alguma transparência aos dados dessas multinacionais no País.

A íntegra dessa reportagem você encontra na edição impressa da COMPUTERWORLD 300 Maiores de TI e Telecom.