TI Verde
Conheça e participe do Prêmio CW TI Verde
O projeto CW 300 Maiores Empresas de TI e Telecom vai premiar as ações da indústria das TIC na direção das melhores práticas ambientais e sociais. A metodologia foi desenvolvida pelo pesquisador ambiental Sérgio Abranches, PhD em Ciência Política pela Universidade Cornell, em Nova York, que também vai apoiar a formação de um comitê de profissionais especializados para analisar os projetos.
O Prêmio CW TI verde será entregue em 2011, com o próximo ranking das 300 Maiores Empresas de TI e Telecom. Até a data de encerramento das inscrições, a 30 de outubro de 2010, a COMPUTERWORLD vai publicar aqui entrevistas sobre os projetos ambientais de empresas do setor, com o propósito de fomentar a preocupação ambiental, de modo que os critérios de sustentabilidade passem a se incorporar aos demais parâmetros de desempenho empresarial, tanto quanto a busca pelo crescimento, por market share ou por lucratividade.
O modelo definido por Abranches divide igualmente a pontuação total (100) entre quatro categorias:
-1. Liderança e engajamento: mede o grau de comprometimento da direção da empresa com o tema, a existência de políticas explícitas de sustentabilidade, gestão sustentável da cadeia de suprimentos e o grau de mobilização e participação dos funcionários. Nesse caso, os itens indicados no questionário serão pontuados de forma a premiar metas de emissões, economia de uso de recursos não renováveis e preocupação com a cadeia de suprimentos.
-2. Práticas sustentáveis: mede a implementação de políticas e programas de reciclagem, reuso, trabalho remoto e videoconferência. Premia a reciclagem de equipamentos e o trabalho remoto.
-3. Monitoramento e medição: avalia se a empresa tem metas mensuráveis, reportáveis e verificáveis de emissões de GEE. A pontuação premia adoção de medidas, relatório e verificação de emissões.
-4. Instalações, equipamentos e centros de dados: trata de infraestrutura, uso efetivo de insumos e produtos e o recurso à virtualização. A pontuação premia a virtualização, a aplicação de sistemas de gestão racionalizada de insumos e o uso adequado de equipamentos.
As pontuações, em cada uma das categorias, levam em conta vários itens e tentam cobrir as diferenças de impacto ambiental derivadas das distintas atividades industriais. Por exemplo, fabricantes de eletroeletrônicos, hardware de forma geral, precisam mais de políticas de reuso, recolha e descarte dos seus produtos, do que as empresas de software e serviços, que, por outro lado, devem estar atentas às certificações exigidas de seus parceiros e fornecedores. Na área de telecomunicações, destacam-se os gastos com transporte e combustível, devido à logística intensa e complexa de instalação, sites, antenas e redes,só para citar algumas especificidades.
Segundo Abranches, no processo de identificação das empresas mais avançadas no uso de TI Verde, há duas questões fundamentais. “A primeira é que, hoje, qualquer medida de sustentabilidade ou ‘verdura’ deve estar centrada na questão da redução das emissões de carbono. Portanto, no caso do Brasil, tem a ver com o uso de energia, como em outros lugares, mas principalmente de combustíveis e de insumos intensivos em carbono. O segundo ponto é que ainda não há um padrão para TI Verde adaptado às especificidades do setor no Brasil e de uso geral. Há, entretanto, modelos gerais, que podem ser usados, com adaptações, por qualquer empresa, em qualquer país, como o Global Reporting Initiative (GRI) ou o Greenhouse Gas Protocol, desenvolvido pelo World Resources Institute e pelo World Business Council for Sustainable Development.”
O pesquisador também observa que é possível que exista muita desigualdade nas práticas de sustentabilidade no Brasil — por tipo de atividade empresarial, tamanho e origem do capital. “Por exemplo, as empresas que têm metas globais de emissões estão adotando sistemas de compliance e cotas globalmente, o que significa que suas filiais no Brasil têm que contribuir localmente com a meta de emissões do grupo. Já entrevistei CEO’s de empresas que me disseram que estão submetidos ao sistema global de metas de emissões reportáveis, mensuráveis e verificáveis do grupo.”
O questionário que coletou dados do faturamento das empresas em 2009, no site da COMPUTERWORLD, também solicitou às empresas participantes do ranking das 300 Maiores de TI e Telecom que indicassem suas ações de sustentabilidade. Os projetos que foram apresentados já estão automaticamente inscritos para o Prêmio CW TI Verde a ser concedido em 2011. No entanto, as empresas serão procuradas para complementar as informações, com base na nova metodologia e no novo questionário.
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